Filipe Luís foi demitido do comando técnico do Flamengo no início de 2026, mesmo após ter conduzido o clube aos títulos do Campeonato Brasileiro e da CONMEBOL Libertadores na temporada anterior. A saída repercutiu no meio do futebol brasileiro — e o técnico Guto Ferreira, do Vila Nova, foi um dos que se manifestaram com mais contundência sobre o assunto.
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Em entrevista ao programa *Fala a Fonte*, da ESPN, concedida em 3 de junho de 2026, Guto não deixou dúvidas sobre sua leitura dos fatos. "Foi para a França agora por uma questão injusta em termos de campo, foi algo político ali que aconteceu", afirmou o treinador, em referência à ida de Filipe Luís ao Monaco, clube francês para o qual o ex-técnico rubro-negro se transferiu após a saída do Flamengo.
Leitura política, não esportiva
Na avaliação de Guto Ferreira, segundo a ESPN, a demissão de Filipe Luís não teve relação com seu desempenho dentro de campo, mas foi motivada por uma questão de ordem política no clube. A declaração ganha peso considerando o currículo imediato do treinador: dificilmente se demite um técnico com Brasileiro e Libertadores no bolso por razões estritamente esportivas.
Crítica à CBF
Ainda de acordo com a ESPN, Guto aproveitou o espaço para defender maior isonomia de exigências no futebol brasileiro. O treinador afirmou que há técnicos estrangeiros que chegam ao Brasil sem a licença específica exigida dos nacionais e conseguem autorização para atuar, e defendeu que a CBF passe a aplicar equivalência de exigências entre o Brasil e a Europa. A declaração, porém, ainda não teve resposta oficial da entidade.